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Educação e Trabalho - Uma Tentativa de Ver o Trabalho com Bons Olhos

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Trabalho é das expressões humanas mais ambíguas, porque é tão necessário, quanto não pode ser o sentido da vida. É necessário para a sobrevivência, mas sobretudo para a realização das potencialidades das pessoas e sociedades. Mas não pode ser o sentido da vida, porque, sobretudo no capitalismo, é o caminho mais comum da espoliação dos outros. Enquanto alguns poucos vivem e se locupletam com o trabalho dos outros, grandes maiorias trabalham para morrer para sustentar os privilégios alheios. O texto volta-se para a idéia de resgatar os lados mais positivos do trabalho, sem perder o senso crítico. Faz isto porque preocupa-se com a dificuldade que existe entre nós de conferir ao trabalho sentido educativo, em especial quando é produtivo. Em parte, esta visão é mais que natural, porque geralmente trabalho é condição explícita de exploração, pela mais-valia nele gerada. Em parte, porém, esta visão denota postura alienada, porque o trabalho só não é importante para quem vive do trabalho dos outros.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) procurou enfocar o tratamento de crianças e adolescentes sob risco a partir da educação, o que nos parece muito acertado. Na prática, predomina o enfoque assistencial, que lodo decai para o assistencialismo. Por conta disso, a noção de trabalho no ECA é dúbia, para dizer o mínimo: reluta em aceitar o trabalho produtivo, e tende a lhe negar a face educativa potencial. Resultado disso é que as entidades que manejam adolescentes infratores, por exemplo, revelam taxas de recuperação muito pequenas, quando não são tachadas claramente de escolas do crime. Até certo ponto, isto se deve ao relacionamento complicado com o trabalho. Não se pode defender trabalho para crianças. Seu trabalho é estudar. Mas, entre adolescentes, a partir dos 14 anos, o trabalho poderia ser visto com melhores olhos, porque sem dar conta da sobrevivência, tudo que se faz nas “FEBEMs” da vida, é praticamente inútil. Como a preparação para a vida deve sempre predominar sobre o trabalho, o trabalho para adolescentes deveria prever a possibilidade de estudar como preponderante. Mesmo defendendo trabalho parcial para adolescentes, este tipo de trabalho deve ser produtivo – não de “mentirinha”, para passar tempo – também para ser ainda mais educativo.
Por fim, o texto busca conectar trabalho com o combate à pobreza política, porque contém, na mesma dubiedade, o fator de imbecilização típica, por exemplo, da mais-valia capitalista, e o fator de emancipação ao favorecer processos de auto-sustentação e autogestão. Afinal, para não viver do trabalho dos outros, é mister trabalhar.

EditoraCompanhia Editora Paulista
AutorPedro Demo
FormatoPDF
LeitorDrumlin Security
ImpressãoNão permitida
SeleçãoNão permitida
FreteR$ 0,00 (Download imediato)

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Pedro Demo
Editora Companhia Editora Paulista

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