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Que Sabemos Sobre a Bíblia? - Vol.III

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PRÓLOGO
Uma manhã estava eu ministrando um curso bíblico numa paróquia, a convite de um sacerdote amigo. O tema eram os novos enfoques da Igreja Católica em relação à Bíblia. Quando encerrei a palestra do dia sobre os gêneros literários do livro do Gênesis, aproximou-se de mim um senhor
que, num tom de vítima, me disse:
— Padre, o senhor não sabe quanta paz sua conferência me trouxe hoje.
Fiquei surpreso, pois não conseguia imaginar que paz poderia produzir uma exposição sobre os gêneros literários.
Então lhe perguntei:
— Em que lhe ajudou este tema?
— Olhe, padre — respondeu-me ele —, eu sempre tinha como fato rigorosamente histórico o episódio da arca de Noé e do Dilúvio universal. E durante toda a minha vida esforcei-me para acreditar em cada um dos detalhes que ali se conta e para aceitá-los. Havia, porém, algo que me per-turbava e me deixava inquieto.
— O que o perturbava sobre Noé? — insisti.
— É que no Gênesis conta-se que quando terminaram os quarenta dias de chuva, Noé, para ver se as águas tinham baixado e poder descer da arca, soltou primeiro um corvo que imediatamente regressou porque não tinha onde pousar.
Depois soltou várias vezes a pomba, até que ela não voltou porque as águas tinham secado. Então Noé pôde sair. Pois
bem, se a pomba não mais voltou e havia um único casal de cada espécie na arca, com quem o pombo se reproduziu de-pois?
Fiquei assombrado por ver que alguém podia preocupar-se com um detalhe deste, mas concluí que ele tinha razão.
— Sempre tive a sensação — continuou ele —, de que estavam me enganando com a Bíblia, que me obrigavam a acreditar em algo que não me convencia de forma alguma.
Agora, quando ouvia o senhor dizer que o relato de Noé é didático, que pretende somente deixar-nos uma mensagem e que não é preciso que creiamos que tudo aconteceu realmente, sinto-me de novo reconciliado com a Bíblia. Pensei muitas vezes nisso que me aconteceu. E pensei também quantos existirão que, ao ouvir certas passagens das Escrituras, crêem que estão obrigados a aceitá-las tais como soam, mesmo que lhes pareçam absurdas. A tal ponto que
certas pessoas supõem que quanto mais absurdo é o que crê-em, tanto maior é sua fé. A nova exegese bíblica da Igreja Católica, ao contrário, ajuda a perceber que razão e fé não se contradizem. As
duas procedem de Deus e portanto devem coincidir no que ensinam, ainda que o façam sob pontos de vista diferentes.
Os ensinamentos de Deus, se bem que muitas vezes superem nossa capacidade de entendimento, são totalmente lógicos
e coerentes. O Deus que se revela em Jesus Cristo é um Deus de ordem e quer que todos os homens captem essa
ordem, esse plano, essa lógica de sua Palavra.

EditoraSantuário
AutorAriel Álvarez Valdés
FormatoPDF
LeitorDrumlin Security
ImpressãoNão permitida
SeleçãoNão permitida
FreteR$ 0,00 (Download imediato)

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Ariel Álvarez Valdés
Editora Santuário

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