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Ciência e Dialética em Aristóteles

R$ 40,00

Ao estudar os Segundos Analíticos, obra reconhecidamente difícil de Aristóteles, Oswaldo Porchat Pereira mostra inicialmente a coerência interna da teoria da ciência tal como exposta no Livro I daquele tratado, contra aqueles que nela viam principalmente ambigüidades e hesitações. Demonstra, em seguida, como o Livro II é o complemento indispensável do primeiro, em lugar de se contrapor a ele ou de corrigi-lo, como geralmente se pretendia. Por fim, acentua a complementaridade entre a teoria analítica da ciência e a dialética aristotélica, colocando-se, assim, na contracorrente dos estudiosos que insistem em postular oposições desnecessárias entre a teoria e a prática da ciência no filósofo grego.
_______
Sumário
Apresentação 15
Prefácio 21
Introdução 25
I O saber científico 35
1 A noção de ciência 35
1.1 A ciência, a causa e o necessário 35
1.2 A ciência e a categoria da relação 44
1.3 A ciência e a alma 47
1.4 Os outros usos do termo “ciência” 52
2 A ciência que se tem 54
2.1 A noção de ciência, a opinião comum e a realidade científica 54
2.2 As coisas celestes e a ciência humana 57
2.3 O paradigma matemático 59
2.4 Aristóteles e a concepção platônica de ciência 64
3 Ciência e silogismo demonstrativo 67
3.1 A demonstração ou silogismo científico 67
3.2 O silogismo e as matemáticas 70
3.3 O silogismo científico e o conhecimento do “que” 74
3.4 Das condições de possibilidade da demonstração 76
II O saber anterior 79
1 As premissas da demonstração 79
1.1 Natureza das premissas científicas 79
1.2 Justificação de suas notas características 81
1.3 O conhecimento dos princípios, outra forma de ciência 81
2 Ciência e verdade 83
2.1 O ser e o verdadeiro, no pensamento e nas coisas 83
2.2 A inteligência e as coisas simples 87
2.3 A verdade, função da razão humana 88
2.4 A ciência, sempre verdadeira 89
3 O “que” e o porquê 91
3.1 As premissas, como causas 91
3.2 Silogismos do “que” e silogismos do porquê 93
3.3 A ratio cognoscendi e a ratio essendi 97
3.4 As ciências do “que” 98
4 Do que se conhece mais e antes 100
4.1 Anterioridade e conhecimento prévio 100
4.2 Maior cognoscibilidade das premissas 101
4.3 A aporia do conhecimento absoluto 104
4.4 A noção de anterioridade 105
4.5 Comparação entre Metafísica e Categorias, 12 108
4.6 A anterioridade segundo a essência e a natureza 111
4.7 O caminho humano do conhecimento: investigação e ciência 117
5 Os indemonstráveis 125
5.1 A noção de princípio 125
5.2 A indemonstrabilidade dos princípios 126
5.3 Um falso dilema:
regressão ao infinito ou demonstração hipotética 128
5.4 A teoria da demonstração circular 133
III Do demonstrado ao indemonstrável 137
1 O “por si” e o acidente 138
1.1 As múltiplas acepções de “por si” e de acidente 138
1.2 O “por si” e a essência; o próprio 143
1.3 O “por si”, o acidente e a ciência 146
1.4 O necessário que a ciência não conhece 148
2 A “catolicidade” da ciência 152
2.1 O
2.2 O universal e a ciência 153
2.3 Universalidade e sujeito primeiro 154
2.4 Acepções diferentes de “universal” 156
2.5 Objeções e respostas 161
2.6 Superioridade da demonstração universal 164
2.7 O universal científico e a percepção sensível 169
3 A falsa “catolicidade” 172
3.1 Um primeiro erro contra a universalidade 172
3.2 O segundo erro 173
3.3 O terceiro erro 175
3.4 Verdadeira ciência e saber aparente 177
4 O freqüente 178
4.1 Pode haver ciência do freqüente? 178
4.2 O acidente, o freqüente e a matéria 181
4.3 Duas acepções de “possível” 182
4.4 A necessidade hipotética 185
4.5 O freqüente e o devir cíclico 186
4.6 O freqüente, objeto de ciência 187
4.7 O que “no mais das vezes”
ocorre e o que “muitas vezes” acontece 189
Da necessidade, nas premissas da ciência 192
5.1 Ainda o “por si” e o necessário 192
5.2 Prova-se a natureza necessária das premissas 193
5.3 Necessidade ontológica e necessidade do juízo 195
5.4 Sobre a multiplicidade de causas 196
6 Da indemonstrabilidade dos princípios 198
6.1 Proposições primeiras e cadeias de atribuições 198
6.2 Do caráter finito das cadeias: primeira prova “lógica” 200
6.3 Segunda prova “lógica” 203
6.4 A prova analítica 205
6.5 A existência dos princípios e a análise da demonstração 207
6.6 Finidade da ciência e finidade do real 208
IV A multiplicação do saber 211
1 Os gêneros da demonstração 211
1.1 A noção de gênero científico 211
1.2 A “passagem” proibida 212
1.3 A “passagem” permitida, uma contradição aparente 216
1.4 A física matemática e a doutrina da “passagem” 219
2 Os princípios próprios 223
2.1 Gêneros e princípios 223
2.2 Teses, hipóteses e definições 225
2.3 As formas de conhecimento prévio 228
2.4 Solução de uma falsa aporia 230
3 Os axiomas ou princípios comuns 234
3.1 O terceiro elemento da demonstração 234
3.2 “Comuns” e axiomas, dialética e ciência do ser 236
3.3 Os axiomas e o silogismo demonstrativo 240
3.4 Os axiomas matemáticos,
a matemática universal e a filosofia primeira 244
4 A unidade impossível do saber 250
4.1 Argumentos “lógicos” e argumentos analíticos 250
4.2 As categorias do ser e os gêneros científicos 252
4.3 Um paralelo com o platonismo 255
4.4 A dialética, os “comuns” e a sofística 259
4.5 As “questões científicas” e o “a-científico” 260
4.6 Novos argumentos dialéticos:
sobre o número de princípios 263
5 A divisão das ciências 269
5.1 As ciências, as partes da alma e as coisas 269
5.2 Ação, produção e contingência 272
5.3 Os elementos teóricos das ciências práticas e poiéticas 273
5.4 O homem, a contingência e os limites da cientificidade 276
V Definição e demonstração 279
1 Do que se pergunta e sabe 281
1.1 Quatro perguntas que se fazem 281
1.2 A ambigüidade das expressões aristotélicas 283
1.3 Ser em sentido absoluto e ser algo 285
1.4 A categoria da essência e as essências das categorias 288
1.5 Perguntar pelo ser, perguntar sobre a causa 291
1.6 Aporias sobre o termo médio 294
1.7 O sentido da discussão preambular 297
2 Aporias sobre a definição 300
2.1 O que se demonstra, o que se define 300
2.2 O silogismo da definição 305
2.3 Definições nominais e conhecimento da qüididade 310
3 Demonstração e definições 313
3.1 Considerações preliminares 313
3.2 O silogismo “lógico” do “o que é” 316
3.3 A busca do “o que é” e o silogismo científico 320
3.4 A demonstração, caminho para a definição 325
3.5 Confirma-se e complementa-se a doutrina 329
3.6 As várias espécies de definição 331ഊ14
3.7 Ciência, conhecimento de essências 334
3.8 Termina a exposição sobre a doutrina da ciência 335
VI A apreensão dos princípios 337
1 O problema 337
1.1 Recapitulação 337
1.2 Um conhecimento anterior ao dos princípios? 339
1.3 Sensação, “experiência” e apreensão dos universais 344
1.4 A indução dos princípios 347
1.5 Indução ou inteligência dos princípios? 351
2 Os Tópicos e a dialética 355
2.1 A dialética e as “ciências filosóficas” 355
2.2 Características gerais da arte dialética 359
2.3 Estrutura e conteúdo dos Tópicos 361
2.4 Os Tópicos e a metodologia da definição 369
2.5 A dialética e a “visão” dos princípios 370
3 A solução 374
3.1 Um método dialético nos tratados 374
3.2 A dialética e os Analíticos 378
3.3 Indução e método dialético 384
3.4 Indução dialética e “visão” dos princípios 387
Conclusão 395
1.1 A “ciência lógica” e o sistema aristotélico 395
1.2 A doutrina da ciência e a problemática do critério 400
Referências bibliográficas 411

EditoraUnesp
AutorOswaldo Pereira Porchat
FormatoPDF
LeitorDrumlin Security
ImpressãoNão permitida
SeleçãoNão permitida
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