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A Nação Mercantilista

R$ 17,00

A Nação Mercantilista, de Jorge Caldeira, autor dos sucessos Mauá — empresário do império e Viagem pela história do Brasil, traz um olhar bem diferente daquele com que costumamos entender o desenvolvimento de nosso país.

No início da colonização, o engenho de açúcar era instalação de alta tecnologia para a época.
Em torno dele se criou um mercado interno. Com a descoberta do ouro, este mercado interno desenvolveu-se ainda mais. No final do século XVIII, a economia interna da colônia controlava não só o território nacional como expandia-se pelo continente africano. Nesse período, até mesmo a economia portuguesa tornou-se dependente de sua maior colônia. Em suma, até o final do século XVIII, o Brasil tinha uma economia interna dinâmica e uma base social aberta, garantida pela miscigenação e capacidade de empreender.

Era talvez a maior economia das Américas, de tamanho comparável aos EUA. Mas, o que transformou esta pujante economia na de um país com um PIB de cerca de um décimo do dos Estados Unidos, no final do século XIX? O cerne deste ensaio está na resposta para esta pergunta. Jorge Caldeira não atribui o pífio desenvolvimento brasileiro no século XIX a articulações estrangeiras, nem ao espírito extrativista da colonização portuguesa ou à ganância inglesa sobre imaturos brasileiros recém-independentes.
Através de uma pesquisa documental rigorosa, da releitura crítica dos clássicos de nossa história, além da análise de uma vasta bibliografia da história econômica da América, o autor concentra a resposta nos próprios fatores internos. “Colocar os problemas fora do alcance dos atores e a economia como variável não controlada pelos agentes é uma boa maneira de resolver a questão.
Os brasileiros são inocentes bem-intencionados, mas lidar com o progresso parece uma impossibilidade para eles”, diz Caldeira. O livro mostra que, na verdade, este tipo de pensamento é parte do problema enfrentado na análise de nosso crescimento.

O autor segue por outra trilha. “A maior fonte de problemas era a estrutura fiscal. Favorecendo devedores, carregando produtores com muitos impostos e dando em troca quase nada como serviços do Estado, Portugal lucrava às custas de uma política de retardamento do crescimento brasileiro.”
Mas, se isto deveu-se, no início, ao tipo de economia de exploração mantida por Portugal, esta estrutura foi institucionalizada no momento da Independência, quando surgiu a Nação Mercantilista. Em vez de Portugal, as riquezas extraídas dos produtores e trabalhadores brasileiros passaram a financiar a elite. Elite que pouco ligava para o atraso geral, desde que houvesse o ganho particular.
“O desastre só não se consumou totalmente pelo mesmo motivo da época colonial: tal política não foi capaz de matar inteiramente os fatores de dinamismo interno, embora a elite os desprezasse.
Dinamismo sustentado por pessoas capazes de encarar desafios, empreender, resolver problemas por conta própria, forçar ao máximo a democracia: um povo com uma capacidade muito acima daquela de seus dirigentes”, argumenta Caldeira.
A Nação Mercantilista será um marco importante na maneira como entendemos a história de nosso país.

Editora34
AutorJorge Caldeira
FormatoPDF
LeitorDrumlin Security
ImpressãoNão permitida
SeleçãoNão permitida
FreteR$ 0,00 (Download imediato)

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Jorge Caldeira
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